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Entrevista com a Professora Fernanda Quaresma

Novembro 2009

1) Como Conheceu a Estratégia WebQuest?

Conheci a WebQuest quando  realizava um curso de graduação – Pedagogia – Gestão e Tecnologia Educacional, foi ministrada na disciplina de Informática Aplicada à Educação. O objetivo da utilização da WebQuest no curso era o de fazer com que além de compreendermos a proposta, ainda, criássemos nossa própria WebQuest tendo como base uma atividade interdisciplinar com as outras disciplinas que compunham o curso.

 2) O Que você acha da Estratégia WebQuest Para os Professores e Para os Alunos?

Acredito que a WebQuest proporciona uma aprendizagem mais dinâmica e autônoma, pois cabe ao professor apresentar as diretrizes aos alunos e motivá-los a adentrar neste mundo de possibilidades. O papel do professor passa a ser o de um mediador da aprendizagem, um parceiro e não mais o foco principal. O aluno tem em seu poder uma atividade muito mais didática e interessante. Este aluno agora auto-gestor de seu conhecimento se torna um pesquisador, deixa seu papel muitas vezes submisso e passa a ocupar um lugar ao do professor, onde um aprende com o outro.

 3) Conte-nos um pouco sobre a sua Experiência com as WebQuests

Como professora de informática educativa pude trabalhar com WebQuests diversas, cada WebQuest criada teve como base a idade e conhecimentos da turma de alunos. Estas se relacionaram com outras disciplinas da turma e puderam alavancar um aprendizado mais atrativo e dinâmico. Estas experiências comprovaram ainda mais o quanto a WebQuest pode ser uma atividade que potencializa a educação. Posteriormente, pude ministrar um curso sobre tecnologias na educação para professores que atuavam em diversos espaços em uma Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia, onde a WebQuest fez parte do conteúdo programático.

 4) A Que tipo de público foi aplicado? E quais os resultados obtidos?

A WebQuest foi trabalhada com alunos de 9 a 14 anos de turmas variadas. Os resultados foram muito positivos, pois além de enriquecer o currículo da escola, fez com que os alunos pudessem adquirir uma postura mais autônoma. Além, de se sentirem muito familiarizados com a proposta que os permitia desenvolvê-la através do computador. Com o público de professores os resultados também foram positivos. Estes demonstraram interesses diversos para a WebQuest e cada educador pode estender seus novos conhecimentos sobre a WebQuest para além da sala de aula.  

5) Quais as principais dificuldades desta Estratégia?

As dificuldades foram as de convencer os alunos sobre a sua autonomia para pesquisar e buscar informações necessárias a realização das atividades, pois estes estavam acostumados a esperar que o professor ditasse as regras e que entregasse as respostas prontas e acabadas. Após as primeiras aulas eles puderam perceber que de acordo com suas habilidades e conhecimentos poderiam realizar uma tarefa / atividade bastante produtiva e que poderiam ainda contar com a ajuda do professor para sanar dúvidas.  

6) O Que você acha da integração das ferramentas da Web 2.0 nas WebQuests?

A Web 2.0 permite que a WebQuest fique muito mais atrativa, pois estas ferramentas compõe o dia a dia dos jovens, fazem parte de seu cotidiano. Poder utilizar links de Blogs educativos, redes de relacionamento com foco em cidadania e educação, fazer contato com alunos de outras escolas de diversas cidades e/ou países, dentre outros, tornam a WebQuest mais potencializadora de uma educação que ultrapasse a sala de aula, além de ser significativa para alunos e professores.  

7) Na sua opinião quais as perspectivas de futuro das WebQuests?

As WebQuests são apenas um começo de atividades mais didáticas e interessantes que estão por vir. A cada dia fica mais perceptível a necessidade de uma educação mais significativa e autônoma, onde alunos e educadores trabalham em conjunto e aprendem uns com os outros. Esta proposta demonstra que os trabalhos com tecnologia, estrutura organizada e valorização dos conhecimentos dos alunos, fazem com a escola se torne muito mais interessante. Além de ser uma atividade didática que pode ser repensada e adaptada ao público que irá utilizá-la, como foi afirmado pelo criador. Dessa forma, percebe-se que a educação pode ser ainda mais atraente quando se faz uso de tecnologias que permitem uma educação mais igualitária e produtiva.

Fernanda Quaresma da Silva - Graduada em Pedagogia - Docência, Gestão e Tecnologia Educacional pela União Educacional de Minas Gerais - UNIMINAS (2006),  Pós-Graduada em Tecnologias Digitais Aplicadas a Educação (2008) ela União Educacional de Minas Gerais - UNIMINAS, Pós-Graduada em Informática em Educação pela Universidade Federal de Lavras – UFLA e atualmente cursa Pós-Graduação em Design Instrucional para EaD Virtual - Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI.