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Entrevista com a Prof. Msc. Carla Susana Lopes Morais

Junho 2009

1) Como Conheceu a Estratégia WebQuest?

O meu primeiro contacto com estas actividades de pesquisa orientada, baseadas fundamentalmente em recursos disponíveis online, foi em 2004 quando iniciei o Mestrado em Educação Multimédia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

 2) O Que você acha da Estratégia WebQuest?  

As WebQuests podem constituir-se como elementos organizativos e evitadores de dispersão. Perante uma vasta diversidade de informação e de opções possíveis torna-se imprescindível organizar e dar maior sentido a esta informação assim como fornecer ao aluno dicas e sugestões, para que o percurso realizado, embora personalizado e construído pelo próprio gere aprendizagens significativas. Por outro lado, a tendência “frenética” dos alunos na lida com a informação, se não for orientada, pode ser dispersiva e não conduzir a qualquer aprendizagem.

 3) Conte-nos um pouco sobre a WebQuest que você concebeu.

Algumas das WebQuests em que tenho trabalhado estão disponíveis nos seguintes URL’s:

1.     http://www.webquests.ptdeveloper.net/

2.     http://www.webquests.ptdeveloper.net/wqeq

3.     www.ptdeveloper.net/ead/webquest

4.     http://9cfq.te.pt/

 4) A Que tipo de público foi aplicado? E quais os resultados obtidos?

As WebQuests desenvolvidas foram aplicadas com:

De uma forma geral, os resultados foram positivos e muito animadores, não só pelo interesse e motivação demonstrados pelos públicos-alvo durante a exploração/interacção com as WebQuests, mas também pela qualidade dos outputs realizados.

5) Quais as principais dificuldades?

Na minha experiência de aplicação das WebQuests com os alunos, não detectei dificuldades consideráveis, talvez porque na fase inicial procurei implementar algumas estratégias para prevenir o surgimento de constrangimentos que pudessem dificultar/comprometer o proveito que se esperava resultar da exploração da WebQuest. Algumas dessas estratégias foram:

6) Tenciona Construir novas WebQuests?

Sim, já se equacionam novos projectos de construção de WebQuests para diferentes públicos-alvo contemplando novos desafios, motivantes e enriquecedores e, que se espera, conducentes a maiores e melhores aprendizagens.

7) O Que você acha da integração das ferramentas da Web 2.0 nas WebQuests?

Penso que a integração das ferramentas da Web 2.0 nas WebQuests será largamente vantajosa, simplificadora e motivante para quem, de alguma forma, possa estar menos familiarizado com a criação de conteúdos online. O conjunto de conceitos e tecnologias da Web 2.0 vieram revolucionar a Web e torná-la num sítio em que já não são apenas os Webmasters e as empresas a criar conteúdos, mas sim os utilizadores, levando assim a uma maior publicação e partilha de projectos. Com tudo isto, e como disse Tim O'Reilly, “a Web deixou de ser uma ferramenta e passou a ser uma plataforma”.

Carla Susana Lopes Morais: É Licenciada em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Mestre em Educação Multimédia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Doutoranda em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.