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Entrevista com o Prof. Msc. José Carlos Gonçalves Gaspar

Dezembro 2009

Como Conheceu a Estratégia WebQuest?
Quando pesquisava na Internet sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e as ferramentas da Web 2.0, conhecendo várias delas ao mesmo tempo, estabeleceu-se meu primeiro contato com a WebQuest, mas não me aprofundei em seu estudo na ocasião. O uso dos Blogs e das Redes Sociais foi o que conquistou minha atenção.
Cerca de uns seis meses após esse primeiro contato, iniciei a exploração deste recurso, constituindo minha primeira experiência com WebQuest em si quando, então, criei duas para usar com meus alunos do 8º ano de escolaridade do ensino fundamental.
Após essa prática fiquei muito animado com o uso de WebQuest e, com o apoio dos meus orientadores do Mestrado, decidi aprofundar-me sobre o tema e utilizá-lo em minha dissertação.

O que você acha da Estratégia WebQuest para os professores e para os alunos?
Fantástica! Aos professores, ajuda levando o conhecimento aos alunos de uma forma atrativa e organizada, possibilitando explorar sua criatividade durante todo o processo da construção da WebQuest, além de propor atividades nas quais possam trabalhar em grupo de forma colaborativa criando, assim, um ambiente de troca de experiência e de crescimento coletivo. Aos alunos, a WebQuest possibilita adquirir conhecimento fora do ambiente de sala de aula fazendo uso da Internet, cujo acesso hoje é praticamente diário, a qual tem o potencial de mostrar ao estudante que a Internet não é apenas um meio de entretenimento, mas principalmente de conhecimento auxiliando, ainda, no letramento tecnológico dos alunos.

A que tipo de público foi aplicado? E quais os resultados obtidos?
Na pesquisa que fiz durante a minha dissertação apliquei a WebQuest a um grupo de alunos do 7º ano de escolaridade do ensino fundamental da rede pública de ensino, cuja faixa etária era de 11, 12 anos de idade. Os resultados foram positivos, visto que a WebQuest foi muito bem recebida pelo grupo, o qual relatou que seu uso facilitou muito o desenvolvimento da atividade proposta. Ao fim da atividade proposta, construção de Blogs, apliquei uma avaliação escrita com o conteúdo matemático desenvolvido durante a realização da tarefa na WebQuest e 89% dos alunos tiveram resultado satisfatório, concluindo que o uso do recurso em questão foi eficiente.

Quais as principais dificuldades desta Estratégia?
Acredito que seja a falta de estrutura de muitas escolas. Algumas já possuem computadores, mas além do número reduzido, não possuem uma internet de qualidade. À parte as dificuldades estrutural e técnica, considero essa estratégia de fácil uso para os professores, mesmo para os que não possuem grande conhecimento em Informática, pois através do PHPWebQuest podem construir uma WebQuest para seus alunos sem maiores dificuldades desde que, é claro, essas informações de potencialidades e de como construir uma WebQuest cheguem os mesmos.

O que você acha da integração das ferramentas da Web 2.0 nas WebQuests?
Acho de grande valia, pois fiz uso dessa experiência na minha pesquisa de dissertação. Houve uma integração com o uso de Rede Social e Blogs, sendo um sucesso o uso deste trio, já que uma tecnologia auxiliou na outra e juntas funcionaram muito bem. Os Blogs foram construídos pelos alunos, colocando neles o produto da pesquisa realizada por intermédio da WebQuest e a Rede Social teve o papel de integração aluno-aluno, aluno-professor e aluno-tecnologias, visto que na rede encontrava-se o link para a WebQuest, os links para cada um dos Blogs e ainda um fórum para dúvidas, alem de notas com informações complementares para auxiliar na execução da tarefa.

Na sua opinião, quais as perspectivas de futuro das WebQuests?
Acredito num crescimento grande de seu uso, pois se sozinha já possuía uma boa potencialidade prática, com a nova possibilidade de ser agregada às ferramentas da Web 2.0 torna-se ainda mais eficaz ao ensino.
 

José Carlos Gonçalves Gaspar: Possui Graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF – 2001), Especialização para Professores de Matemática de Ensino Fundamental e Médio pela (UFF - 2005) e Mestrado Profissional em Ensino de Ciências na Educação Básica pela Universidade do Grande Rio (Unigranrio - 2009). Atualmente, atuo como professor da Fundação Municipal de Educação de Niterói e Tutor a distância do Laboratório de Novas Tecnologias (LANTE) da UFF nos cursos de Especialização em Novas Tecnologias no Ensino de Matemática e de Especialização em Planejamento, Implementação e Gestão em Ensino a Distância. Experiência na área de Matemática, com ênfase em Ensino, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Matemática e Tecnologias da Informação e Comunicação. Membro associado da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) e da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED).